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Artigo

Viver sem intestino grosso

24 de setembro de 2023Por Dra. Ana Sarah Portilho
Viver sem intestino grosso

Muitas pessoas não têm conhecimento disso, mas é, de fato, viável viver sem o cólon! Aliás, para certas condições médicas, a única abordagem eficaz é a completa remoção desse órgão.

O cólon consiste em um tubo com cerca de 1,5 metros de extensão, dividido em quatro seções: ascendente, transverso, descendente e sigmoide. Suas principais responsabilidades incluem a absorção de água e a formação das fezes para torná-las mais densas.

Portanto, quando esse órgão é removido, o paciente atravessa um período de adaptação. A maioria dos pacientes se recuperam bem após a cirurgia, embora possam evoluir com diarreia.

Com o decorrer do tempo e à medida que o corpo se adapta, ocorre uma maior absorção de líquidos nas outras partes do intestino, o que leva à normalização das funções em algumas semanas ou meses.

A continuidade do tránsito intestinal pode ser preservada conectando o intestino delgado ao reto, que é a porção final desse órgão, ou ao ânus, no caso de remoção do reto também. Em certas circunstâncias, a colostomia pode ser adotada como alternativa, criando um caminho externo para a eliminação das fezes.

O paciente estará apto a retomar suas atividades profissionais assim que se sentir recuperado. Esse período geralmente varia de 15 a 30 dias, dependendo da recuperação após a cirurgia. A dor serve como limite para a mobilidade. Sem desconforto, a pessoa é livre para realizar suas atividades normalmente. Surpreendentemente, devido à incrível capacidade adaptativa do nosso corpo, muitas vezes a ausência de um órgão sequer é percebida. Bastante interessante, não é mesmo?

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Ana Sarah Portilho | CRM SP 181211 | RQE (Cirurgia Geral) – 86919 | RQE (Coloproctologia) – 94578
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